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Se fosse econômica
e tecnicamente viável a fabricação de flanges
com superfícies planas e perfeitamente lapidadas, e se conseguíssemos
manter estas superfícies em contato permanente, não
necessitaríamos de juntas. Esta impossibilidade econômica
e técnica é causada por:
• Tamanho do equipamento e/ou dos flanges.
• Dificuldade em manter estas superfícies extremamente
lisas durante o manuseio e/ou montagem do equipamento ou tubulação.
• Corrosão ou erosão, com o tempo, das superfícies
de vedação. |
Para contornar esta dificuldade,
as juntas são utilizadas como elemento de vedação.
Uma junta, ao ser apertada contra as superfícies dos flanges
preenche as imperfeições entre elas, proporcionando
a vedação. Portanto, para conseguirmos uma vedação
satisfatória, quatro fatores devem ser considerados:
• FORÇA DE ESMAGAMENTO
INICIAL:
Devemos prover uma forma adequada de esmagar a junta, de modo que
ela preencha as imperfeições dos flanges. A pressão
mínima de esmagamento é normalizada pela ASME (American
Society of Mechanical Engineers) e será mostrada adiante.
Esta força de esmagamento deve ser limitada para não
destruir a junta por esmagamento excessivo.
• FORÇA DE VEDAÇÃO:
Deve haver uma pressão residual sobre a junta, de modo a
mantê-la em contato com as superfícies dos flanges,
evitando vazamentos.
• SELEÇÃO
DOS MATERIAIS:
Os materiais da junta devem resistir às pressões as
quais a junta vai ser submetida e ao fluido vedado. A correta seleção
de materiais precisa ser respeitada. |