TIPOS DE FLUIDOS
Os produtos em contato com a junta de expansão devem ser cuidadosamente analisados. A correta especificação do fluido é de suma importância para um projeto otimizado.
• A presença de enxofre (S), quando conhecida, deve ser informada, bem como o pH do fluido, particularmente quando tratar-se de fluidos extremamente ácidos ou cáusticos.
• Em fluxos com fluidos saturados, a probabilidade de condensação deve ser levada em consideração comparando-se o “ponto de orvalho” (dew point) do fluido com as temperaturas normais de operação. Mesmo em sistemas que operem em altas temperaturas, os paradas e partidas de unidades podem ocasionar a condensação.
• Sistema de dutos muito extensos, cuja isolação térmica externa seja deficiente podem ocasionar uma condensação pela perda de temperatura do fluido através das paredes dos dutos.
• Componentes abrasivos no fluxo, tais como poeira, materiais particulados, catalisadores, entre outros, precisam ser claramente identificados e quantificados. Procedimentos de limpeza adotados para os sistemas de dutos, como por exemplo lavagens internas, devem ser obrigatoriamente informados ao projetista das juntas.
PRESSÃO INTERNA
A pressão de trabalho deve ser informada e situar-se entre os limites admitidos para as juntas não-metálicas, ou seja -0,4 bar e +0,4 bar. No entanto, variações súbitas de pressões em operação (flutter) são bastante prejudiciais e devem ser consideradas. O “flutter” também pode ser induzido pela turbulência do fluxo, particularmente em juntas instaladas próximas a ventiladores de grande tiragem ou turbinas à gás. É importante salientar que juntas de expansão não-metálicas não são estanques (leak-proof).
Elas são projetadas para terem uma elevada, porém não absoluta estanqueidade, perfeitamente admissíveis para as aplicações industriais a que são destinadas.
TEMPERATURA
A correta especificação da temperatura de operação do sistema, bem como os seus “picos” de máximo e mínimo influem diretamente na seleção do tipo de fole compensador.
Um cuidado especial na determinação das temperaturas é não adotar excessivos coeficientes de segurança.
MOVIMENTOS
A real determinação dos movimentos a serem absorvidos é imprescindível para a especificação correta do comprimento ativo do fole compensador, o qual, em última análise, é o responsável direto pela capacidade da junta não-metálica em absorver movimentos.
Devem ser verificados, além dos movimentos de origem térmica os de outras fontes, tais como: vibrações e desalinhamentos.
Movimentos nas diversas direções devem ser analisados para determinar se ocorrem simultaneamente.
Os movimentos absorvidos por uma junta de expansão não-metálica podem ser:
Axial de Compressão e Axial de Extensão

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Lateral

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Angular

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Torção

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ESFORÇOS GERADOS PELA JUNTA
Os esforços gerados pelas juntas de expansão nãometálicas são bastante reduzidos. A força necessária para flexionar o fole é tão insignificante que não é levada em consideração. A força de pressão (figura 6) é uma condição criada pela instalação de um elemento flexível, a junta de expansão, em uma tubulação rígida pressurizada. É uma função da pressão interna do sistema, e das dimensões do fole. Calcula-se a amplitude da força de pressão multiplicando-se a área efetiva (transversal) do fole compensador pela pressão interna do sistema.
Força de Pressão

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