Variáveis de Projeto
 

Para um desempenho correto e seguro de uma junta de expansão não-metálica é imprescindível atentar que se trata de um produto altamente especializado e que requer cuidados especiais nas fases de projeto, instalação e operação.

Na maioria das aplicações de juntas de expansão não-metálicas, antes de determinar-se qual o tipo, materiais e outros componentes são necessários, é obrigatória uma análise cuidadosa do sistema.

A seguir estão listadas as principais variáveis que devem ser consideradas no projeto e na fabricação de uma junta de expansão - FREEFLEX®.

As juntas FreeFlex® são projetadas para aplicações em sistema operando com:
Gases e Pressões entre -0,4 e +0,4 bar
 

DIMENSÕES

As dimensões dos dutos, sua geometria, o sentido de fluxo e o comprimento total da junta influem no seu projeto e na sua capacidade de absorver movimentos.

Existem projetos de estruturas metálicas específicos para cada aplicação, que dependem de sua praticidade e acessibilidade para instalação eposterior manutenção.

 
 

TIPOS DE FLUIDOS

Os produtos em contato com a junta de expansão devem ser cuidadosamente analisados. A correta especificação do fluido é de suma importância para um projeto otimizado.

• A presença de enxofre (S), quando conhecida, deve ser informada, bem como o pH do fluido, particularmente quando tratar-se de fluidos extremamente ácidos ou cáusticos.

• Em fluxos com fluidos saturados, a probabilidade de condensação deve ser levada em consideração comparando-se o “ponto de orvalho” (dew point) do fluido com as temperaturas normais de operação. Mesmo em sistemas que operem em altas temperaturas, os paradas e partidas de unidades podem ocasionar a condensação.

• Sistema de dutos muito extensos, cuja isolação térmica externa seja deficiente podem ocasionar uma condensação pela perda de temperatura do fluido através das paredes dos dutos.

• Componentes abrasivos no fluxo, tais como poeira, materiais particulados, catalisadores, entre outros, precisam ser claramente identificados e quantificados. Procedimentos de limpeza adotados para os sistemas de dutos, como por exemplo lavagens internas, devem ser obrigatoriamente informados ao projetista das juntas.

PRESSÃO INTERNA

A pressão de trabalho deve ser informada e situar-se entre os limites admitidos para as juntas não-metálicas, ou seja -0,4 bar e +0,4 bar. No entanto, variações súbitas de pressões em operação (flutter) são bastante prejudiciais e devem ser consideradas. O “flutter” também pode ser induzido pela turbulência do fluxo, particularmente em juntas instaladas próximas a ventiladores de grande tiragem ou turbinas à gás. É importante salientar que juntas de expansão não-metálicas não são estanques (leak-proof).

Elas são projetadas para terem uma elevada, porém não absoluta estanqueidade, perfeitamente admissíveis para as aplicações industriais a que são destinadas.

TEMPERATURA

A correta especificação da temperatura de operação do sistema, bem como os seus “picos” de máximo e mínimo influem diretamente na seleção do tipo de fole compensador.

Um cuidado especial na determinação das temperaturas é não adotar excessivos coeficientes de segurança.

MOVIMENTOS

A real determinação dos movimentos a serem absorvidos é imprescindível para a especificação correta do comprimento ativo do fole compensador, o qual, em última análise, é o responsável direto pela capacidade da junta não-metálica em absorver movimentos.

Devem ser verificados, além dos movimentos de origem térmica os de outras fontes, tais como: vibrações e desalinhamentos.

Movimentos nas diversas direções devem ser analisados para determinar se ocorrem simultaneamente.

Os movimentos absorvidos por uma junta de expansão não-metálica podem ser:

Axial de Compressão e Axial de Extensão

Lateral

   

Angular

Torção

ESFORÇOS GERADOS PELA JUNTA

Os esforços gerados pelas juntas de expansão nãometálicas são bastante reduzidos. A força necessária para flexionar o fole é tão insignificante que não é levada em consideração. A força de pressão (figura 6) é uma condição criada pela instalação de um elemento flexível, a junta de expansão, em uma tubulação rígida pressurizada. É uma função da pressão interna do sistema, e das dimensões do fole. Calcula-se a amplitude da força de pressão multiplicando-se a área efetiva (transversal) do fole compensador pela pressão interna do sistema.

Força de Pressão

VARIÁVEIS DE PROJETO TABELAS DIMENSIONAIS
FORMAS CONSTRUTIVAS TRANSPORTE, ARMAZENAGEM E INSTALAÇÃO
COMPONENTES INSPEÇÕES
FOLE COMPENSADOR CAUSAS DE FALHAS
COMO ESPECIFICAR SERVIÇOS ON-SITE
   
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